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Para enfrentar o abandono escolar

06 de outubro, 2016 - 09h28 - Tags: educação

 

Manaus, 06 de outubro de 2016 - 1 dos 17 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) diz respeito à garantia do acesso à educação inclsuiva e equitativa. O quarto objetivo define como alvo que até 2030 as crianças do mundo tenham acesso à educação sem importar religião, etnia, ideologia polítca entre outros. Porém, a realidade na América Latina ainda está distante da solução, com 1,7 milhões de crianças fora da escola o que equivale a 15,7% do total de crianças em latinoamérica e Caribe, segundo relatório do UNICEF (2016).

Na Amazônia, o percentual quase que duplica, chega a atingir 37% entre meninas e 35% entre meninos de 4 a 5 anos fora da escola. Muitos dos dados refletem as dificuldades da área rural em se chegar à escola ou na área urbana em enfrentar problemas relacionados violência ou trabalho.

Em estados como Amazonas, os números assustam em alguns municípios como Santa Isabel do Rio Negro, que possui uma porcentagem acima da média mundial com 49% das crianças fora da escola. Já na capital o número é menor, porém ainda preocupante com mais de 50 mil crianças sem acesso à educação, o que equivale a 10,9% do total,destas, apenas 1.1% equivalem à zona rural,  entre estas,  23% são brancas e 76% negras, um retrato da desigualdade social marcada pela renda e racismo.

Entre os principais motivos para as crianças e adolescentes abandonarem a escola estão gravidez precoce, violência familiar e escolar, além do trabalho. A renda familiar também é um forte determinanate nos casos de abandono escolar. Crianças não têm acesso a merenda escolar ou ao transporte público gratuito. Com poucos recursos para direcionar para lanche e passagem de ônibus, a família acaba priorizando as necessidades básicas em detrimento à educação.

As fontes dos dados nacionais têm como base o último censo realizado em 2010 no Brasil.

O Selo UNICEF Município Aprovado também inclui dentro de seu indicadores, metas relacionadas à educação escolar como distorção idade-série e número de crianças e adolescentes inscritos nas redes municipais de educação.

Além de incluir em seu plano de ação e sua metodologia ações que incentivem as secretarias de educação a trabalhar a questão do abandono escolar intersetorialmente, de forma que, os municípios realizem ações voltadas para a manutençção e reintegração das crianças e adolescentes do município dentro da escola.

Fora da Escola Não Pode! - Mais do que o nome da iniciativa desenvolvida no Brasil desde 2010 pelo UNICEF e pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, o mote Fora da Escola Não Pode! é um alerta para que nenhum de nós tolere essa situação. O direito à educação pública de qualidade, ou seja, o direito a acesso, permanência, aprendizagem e conclusão da educação básica na idade certa, deve ser garantido a cada menina e a cada menino com absoluta prioridade pelo Estado, em colaboração com a família, a comunidade e a sociedade em geral.

Fora da Escola Não Pode! E na escola sem aprender também não pode. Educação pública de qualidade é contextualizada, integral e inclusiva. Educação de qualidade é condição para a universalização. Segundo o Censo Demográfico, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 3,8 milhões de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos, estavam fora da escola no Brasil em 2010. Os grupos mais atingidos pela exclusão são as crianças de 4 e 5 anos, com idade para frequentar a pré-escola, e os adolescentes de 15 a 17 anos, que deveriam estar no ensino médio.

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