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O desafio da Amamentação exclusiva no Brasil

22 de setembro, 2016 - 11h00 - Tags: primeira infância aleitamento materno

São Luís 16 de setembro de 2016 - A amamentação exclusiva para crianças de até 6 meses ainda tem sido um desafio no Brasil. Em todo o mundo, só 38% dos bebês são exclusivamente amamentados até os cinco meses de idade, de acordo com dados de 2014 do Unicef.

 

Neste contexto a realidade brasileira ainda está longe do ideal.  De acordo com a II Pesquisa de Prevalência de Amamentação nas Capitais e no Distrito Federal, feita pelo Ministério da Saúde que reúne os dados oficiais mais recentes sobre o assunto, em 2008, a duração média do aleitamento materno exclusivo era de 54,1 dias, e a da amamentação complementada com outros alimentos, de 341,6 dias – menos de um ano.

 

Estes indicadores têm gerado problemas na saúde pública brasileira, como, por exemplo, os altos índices de  morbimortalidade infantil, mesmo já sendo comprovado que a amamentação previne inúmeras mortes infantis. Segundo dados do Unicef de 2013, das 10 milhões de mortes de crianças que são registradas anualmente no mundo, um milhão e meio delas seriam evitadas mediante o aumento da cobertura de aleitamento materno exclusivo para 90% nos seis primeiros meses de vida, nos países em desenvolvimento, como o Brasil.

 

Na Região Amazônica os estados têm buscado desenvolver ações para estimular o aleitamento. O Maranhão, por exemplo, como parte das ações das campanhas de incentivo ao aleitamento materno no ‘Agosto Dourado’, o Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), redefiniu o Comitê Estadual de Aleitamento Materno (CEAM). O trabalho, realizado pelo Departamento de Atenção a Saúde da Criança e do Adolescente (Dasca), tem  objetivo de desenvolver, fortalecer e fiscalizar as Políticas Estaduais de Aleitamento Materno (PEAM).

A chefe do Dasca/SES e membro do CEAM, Marielza Souza afirma que a reimplantação do comitê é uma importante estratégia para garantir o aleitamento materno no estado, estabelecendo ações facilitadoras em todo o estado de maneira que influencie nessa prática importante para mãe e para a criança, e contribua para diminuir os indicadores de mortalidade materno infantil.

“Prevenir a mortalidade materno infantil está entre as prioridades desta gestão. Com o comitê, iremos incentivar o aleitamento exclusivo até os seis meses e que a mãe prossiga com a amamentação até, pelo menos, os dois anos. Porém, queremos garantir que ela terá suporte para fazer essa escolha e nossas ações serão voltadas para oferecer à mãe e a criança o aparato que precisam”, afirmou Marielza.

Soluções - Municípios e estado têm trabalho em conjunto para reverter os baixos indicadores. Uma das soluções apoiadas pelo Unicef é a realização das semanas do bebê nos municípios, pratica que tem como objetivo tornar o direito à sobrevivência e ao desenvolvimento infantil uma prioridade na agenda dos municípios brasileiros. Até hoje, pelo menos 900 cidades brasileiras já realizam o evento.

 

Só em 2015, o UNICEF apoiou a realização de 450 Semanas do Bebê em todo o Brasil, alcançando mais de 850 mil crianças de até 4 anos. No município de Canela (RS), que foi o primeiro a realizar a Semana do Bebê no país, a taxa de mortalidade infantil saiu de um patamar de 13,98 % em 1999 para 7,34% em 2010. Um número consideravelmente positivo que coloca a Semana do Bebê como uma iniciativa consistente. 

 

Desde 2002, a OMS e o UNICEF desenvolvem conjuntamente a Estratégia Global para a Alimentação de Lactentes e Crianças de Primeira Infância para chamar a atenção do mundo inteiro sobre o impacto que esta prática alimentar tem no desenvolvimento saudável das crianças.  

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