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João Victor de Souza, 16 anos

17 de agosto, 2016 - 13h33 - Tags: aedes aegypti zika dengue chikungunya

João Victor de Souza, 16, é o sexto de sete irmãos criados pela mãe e seus avós. Entre seus sonhos, estão se tornar um ciêncista da computação e fazer algo relacionado à saúde. Ele não sabe bem o quê e nem como, mas o porquê está bem claro. João é morador da área urbana do município, onde há maior nível de infestação por domicílio do Aedes aegypti, um risco não só para ele como para outras pessoas, e um desafio que já se tornou pessoal.

O adolescente mora em Borba no Amazonas, localizado na margem esquerda do rio Madeira (afluente do rio Amazonas) distante 150 km da capital do estado do Amazonas, onde não é possível chegar de carro. O único acesso à cidade é por meio de avião de pequeno porte ou por barco. Desde o ano passado o Brasil enfrenta uma epidêmia liderada pelo Zika Vírus e outras doenças transmitidas pelo mosquito do Aedes aegypti.

Como parte de uma ação do Selo UNICEF Município Aprovado, João já estava em pé às 6h da manhã para conscientizar adultos e outros adolescentes sobre o risco que o mosquito pode causar a toda a população. Na rua, entre a divulgação com panfletos e análise do ambiente para possíveis focos, João é certeiro no seu olhar. O alvo: uma folha de palmeira com água empossada.

Ali, ele percebe o risco daquilo se tornar um criadouro. João leva a sério o trabalho de mobilização da comunidade, de levar informação a todos e de prevenir. Para ele, esses são os primeiros passos para combater o Aedes aegypti.

“Tem várias palestras, vários informes para a comunidade, e muitas vezes eles não ligam, só vão ligar quando acontece um caso de zika, dengue ou chikungunha na família. Só que tem que prevenir para não remediar né? Então, nosso trabalho tá sendo muito importante como adolescente. Mas é preciso que os próprios moradores se interessem. Não basta pegar só o panfleto e dobrar”, declara João.

O jovem tem plena convicção dos riscos que o mosquito pode gerar. “As pessoas pensam que é só um mosquitinho, mas ele mexe em todos nossos fatores, na economia, na saúde, nas estruturas”, comenta. João particpa de outros grupos de adolescentes em que consegue engajar na outros meninos e meninas na luta pela garantia dos direitos do público infanto juvenil no seu município.

João sabe que adolescentes são importantes como mobilizadores da sociedade para os seus direitos, e também para o envolvimento da comunidade em campanhas, como esta, contra o Aedes aegypti. E para os demais adolescentes, ele deixa um recado: “Eu só tenho 16 anos, mas eu creio que sou um grande responsável e protetor da minha família. Precisamos pensar no futuro e nós não queremos essa epidemia. Então sensibilizem, façam acontecer dentro da casa de vocês primeiro, para poder convencer os outros a combater o mosquito”.

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