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Com apoio da OPAS/OMS, países da América Latina realizam pesquisas para identificar lacunas no conhecimento sobre zika

18 de agosto, 2016 - 14h33 - Tags: aedes aegypti zika

Países da América Latina estão realizando uma série de pesquisas em nível comunitário para identificar lacunas no conhecimento sobre o vírus zika e, deste modo, definir as mensagens para alterar o comportamento da população na prevenção da infecção e controle do mosquito transmissor. As pesquisas serão realizadas no Brasil, Peru, Colômbia, Guatemala, Honduras e El Salvador até setembro deste ano, sob a liderança da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e em coordenação com os Ministérios da Saúde e outras agências internacionais parceiras.

Os resultados desses estudos de conhecimento, atitudes e práticas (conhecidos como CAP) permitirão que os países alterem suas estratégias de comunicação na resposta ao zika e adequem suas mensagens e o conteúdo de seus materiais. Dessa forma, serão incentivadas mudanças comportamentais que contribuam na eliminação dos criadouros do mosquito e nas medidas para evitar a infecção pelo vírus.

Até o momento, 45 países e territórios das Américas confirmaram a circulação do vírus zika, que pode causar malformações congênitas em bebês e outras complicações.

A realização dessas pesquisas é uma das ações que a OPAS/OMS está apoiando para fortalecer a comunicação de risco nos países das Américas. O objetivo é promover uma comunicação de forma oportuna e transparente sobre o zika e suas consequências sobre a saúde, assim como sobre medidas de prevenção.

Ação comunitária
A participação ativa da comunidade é fundamental na resposta ao zika, algo que a OPAS/OMS promove junto com a assistência técnica na preparação de estratégias e planos de comunicação de risco.

Com o objetivo de mobilizar toda a região, a Organização está convidando os países para participar da Semana de Ação contra os Mosquitos, com o slogan “Juntos venceremos o mosquito!”.

O objetivo é que durante a Semana a população, os profissionais de saúde, as autoridades e outros atores-chave sejam sensibilizados sobre as doenças transmitidas por mosquitos e os riscos que elas trazem – propiciando uma maior vontade política, de gestão e envolvimento nacional no controle dos mosquitos e incentivando a população a mudar seus comportamentos de forma sustentável.

Neste ano, considerando o contexto do surto na região, o tema será o vírus zika. Serão feitos esforços para reforçar as mensagens de prevenção e controle das doenças transmitidas por mosquitos e incentivar as comunidades a fortalecerem as ações para a eliminação do vetor, assim como as medidas de prevenção individual contra o zika e doenças como dengue e chikungunya.

A Semana de Ação contra o Mosquito já teve início nos países do Caribe e será estendida agora para a América Latina. Nos países da América Central, o lançamento deve ocorrer entre os dias 22 e 26 de agosto, enquanto Colômbia, Honduras, Costa Rica, Argentina, Uruguai, Chile e outros países planejam lançar a iniciativa no último trimestre de 2016.

Estratégias de comunicação de risco
Como parte da resposta ao zika nas Américas, especialistas da OPAS/OMS realizaram missões de assistência técnica aos países para capacitar as autoridades, comunicadores e educadores institucionais, epidemiologistas, gerentes de serviços de saúde, líderes comunitários, jornalistas e acadêmicos, entre outros parceiros e aliados estratégicos na comunicação de risco. Até agora, foram feitas missões no Uruguai, República Dominicana, Peru, El Salvador, Honduras, Colômbia, Guatemala, Brasil, Panamá e Caribe anglófono, entre outros.

A OPAS/OMS apoia os Ministérios da Saúde a identificar mecanismos de coordenação interna e externa para fornecimento de informações oportunas, transparentes e baseadas em evidências sobre o vírus zika. Também oferece apoio na coordenação e preparação de porta-vozes que compartilham essas informações para garantir transparência e mensagens consistentes sobre os riscos associados ao vírus, eliminação dos criadouros de mosquitos, como evitar a infecção e prevenir a transmissão sexual. Também é possível segmentar os públicos aos quais essas mensagens serão dirigidas, como mulheres em idade fértil, grávidas e seus parceiros/companheiros.

Nesse sentido, a OPAS/OMS continua a prestar cooperação técnica direta aos países no desenvolvimento de suas estratégias e planos operacionais para a comunicação de risco, levando em consideração as possíveis ameaças à saúde da população.

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